sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O regresso dos Rolling Stones

Acaba de ser editado hoje o mais recente trabalho dos Rolling Stones (ver mais informações AQUI).
Por aquilo que já consegui ouvir, este álbum, feito de covers de famosos temas da história do Blues, é um regresso às origens e é já um dos melhores álbuns de toda a história dos Stones.
Os "velhotes" não param de nos surpreender..

Uma Praça no “centro” de Torres Vedras

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Yann Arthus-Bertrand, o fotógrafo da humanidade

A televisão pública portuguesa tem vindo a exibir às segundas-feiras uma fabulosa série sobre a humanidade e as suas preocupações, exactamente intitulada “Humanos”.
O seu realizador é o fotógrafo parisiense de 70 anos YannArthus-Bertrand.
Fabulosas imagens aéreas da natureza e da acção do homem sobre a natureza têm marcado a sua actividade como fotógrafo, tendo já publicado, sobre o tema cerca de 60 livros, para além de ser um colaborador frequente da National Geographic.
AQUI podemos ver algumas dessas fotografias.
Yann tem-se dedicado igualmente ao cinema documental, realizando, entre outros, o filme “Home”, em 2009, uma alegoria à nossa Terra e um documento em defesa da sua preservação.
 
 
Mas é com esta fabulosa série, “Human”, de 2015, que presta um notável sentido cívico, mais um, à própria humanidade.
“Humanos” é um testemunho impressionante sobre a nossa época, baseado na recolha de mais de duas mil entrevistas recolhidas em 65 países.
Numa época em que se assiste ao crescimento preocupante da desumanidade e do desrespeito pelos mais elementares direitos humanos, esta é uma série que devia ser de exibição obrigatória nas escolas e junto das elites que governam o destino da humanidade.
Em baixo reproduzimos partes desse documentário, sem legendas, disponível no Youtube, alertando para a urgência de todos verem essa série.
De certeza que, depois de  vermos, vamos olhar com outros olhos para o nosso mundo

 


 

VOL 1

VOL 2

VOL 3

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Recordando "Quim e Manecas", famosa série de BD portuguesa

BêDêZine: Recordando "Quim e Manecas", a famosa série de BD ...: Para quem não viu a reportagem da RTP 2 sobre a mais famosa série de BD portuguesa "Quim e Manecas", criada por Stuart Carvalhais, pode ler  a reportagem clicando sobre a parte sublinhada.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Com Fillon, Le Pen já ganhou, mesmo perdendo...

Perante uma esquerda dividida e desacreditada, tudo indica que a escolha dos franceses nas presidenciais vai-se fazer-se entre Fillon e Marine Le Pen.
 
Fillon é o "Donald Trump" francês, mais polido e bem educado.
 
Em termos sociais é ainda mais radical que Le Pen.
 
Fillon defende o despedimento de 500 mil funcionários públicos, a destruição radical do "Estado Social" francês, o aumento do horário de trabalho até ás 48 horas semanais e tem um discurso radicalmente conservador em termos culturais e sociais.
 
Com Fillon a Frente Nacional, mesmo que não ganhe as eleições, já ganhou ao impor o seu discurso xenófobo e islamofóbico, e, perante o radicalismo neoliberal de Fillon, até pode surgir como uma opção "moderada" em termos sociais.
 
Se é com candidatos como Fillon que a direita europeísta pretende combater o populismo da extrema-direita, oferecendo em troca mais austeridade, então o sonho de uma Europa solidária caminha para o desastre total.
 
Se no caso americano, apesar das discordâncias, Hillary Clinton era uma alternativa credível a Trump, o mesmo não se pode dizer em relação a Fillon em França.
 
Se fosse francês, votava em branco numa segunda volta onde se venham a  perfilar aquelas  duas sinistras figuras.
 
Entre o "diabo" da direita radical neoliberal representada por Fillon e o "diabo" da extrema-direita neofascista representada por Le Pen...venha o diabo e escolha!
 
 

sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel: a morte do revolucionário pragmático e do ditador manso


 
Goste-se ou não  de Fidel, ele era uma das últimas referências vivas do século XX.

Conduziu uma das mais míticas e originais revoluções que muitas esperanças provocou entre a  geração socialista do pós-guerra.

Muitos viram nessa revolução um novo rumo para a ideologia socialista revolucionária então em declínio, marcada pela recente denuncia dos crimes stalinistas, e que não se revia, nem na violência extremista da revolução chinesa, nem na burocracia autoritária do “socialismo real” do leste da Europa.

Fidel Castro não era um revolucionário de formação comunista. Era, pelo contrário, um homem de formação católica. Em parte por isso, foi visto com desconfiança pela velha guarda do Partido Comunista Cubano que acabou varrido na voragem da revolução dos “barbudos”.

Cedo, contudo, começou a instalar-se a desilusão, em parte também por culpa dos Estados Unidos, que, incapazes de perceberem a revolução,  sentindo-se humilhados por perderem o seu capataz Fulgêncio Baptista e dominados por uma elite política com ligação aos bandos mafiosos que dominavam a ilha, se envolveram com os pouco recomendáveis anticastristas na aventura falhada da Baía dos Porcos e em várias tentativas de assassinar Fidel,  atirando a sobrevivência de Castro para os braços da União Soviética.

Para sobreviver, Castro aproximou a revolução da influência soviética e adoptou a retórica soviética, tornando-se mais um joguete nas mãos da estratégia politica desta superpotência durante a Guerra Fria.

A principal consequência dessa aproximação atingiu o seu auge durante a Crise dos misseis, que colocou o mundo à beira de uma guerra mundial e, mais tarde, durante a participação desastrada e condenável na guerra civil angolana.

Quando a União Soviética acabou,  sujeito a um duro embargo económico por parte dos Estados Unidos, todos vaticinaram o rápido fim do castrismo. Mas foi nesse momento difícil para o regime que Castro evidenciou todas as suas capacidades políticas, conseguindo salvar o regime com pragmatismo e abertura controlada, atitude que culminou numa atitude rara em ditadores, a de se retirar e permitir a abertura do regime.

Curiosamente, o outro ditador que permitiu em vida uma transição pacífica foi aquele que representou a outra face da moeda na política latino-americana, o sanguinário ditador Augusto Pinochet.

Essa capacidade de se retirar a tempo e permitir a abertura do regime foi uma lição, até para muitos “democratas” apegados ao poder.

Claro que, como qualquer ditadura, a liberdade e os Direitos Humanos foram muitas vezes desrespeitados, mas, comparativamente com outras ditaduras, à direita e à esquerda, ou mesmo com algumas “democracias” do nosso tempo (Hungria, Ucrânia, Russia, Israel, Angola, Arábia Saudita, Filipinas…) podemos classificar o Castrismo como uma ditadura de “baixa intensidade” e mansa.

Quanto à falta de legitimidade democrática do castrismo, também aí Cuba não pode receber muitas lições de democracias subjugadas por poderes e instituições sem qualquer legitimidade democrática (FMI, BCE, EUROGRUPO, COMISSÃO EUROPEIA, para falar apenas de algumas delas…).

Com a morte de Fidel, a Revolução Cubana chegou ao fim e passa a um tema de estudo histórico.

Das memórias do mundo da minha infância, agora resta apenas a Rainha de Inglaterra…

Em alternativa a uma oposição maioritariamente liderada por gente pouco recomendável, com destaque para os intolerantes anticastristas de Miami, onde se inclui a maior parte dos 25% de latino americanos que votaram Trump, Fidel teve pelo menos o mérito de ter criado as condições para se fazer uma transição pacífica a caminho da democracia e da liberdade, esperando-se que se mantenham alguns aspectos positivos do regime, nomeadamente na cultura, educação e saúde.

No mundo de hoje já não há lugar para figuras positiva ou negativamente carismáticas como Fidel Castro, mas apenas para caricaturas perigosas como Trump, Putin, Erdogan….

Que o povo cubano saiba virar com serenidade e sabedoria mais esta página da sua dolorosa história!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016